Quantas Cinderelas experimentaram o sapatinho?Verniz Translúcido
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
For life's not a paragraph

Since feeling is first
since feeling is first
who pays any attention
to the syntax of things
will never wholly kiss you;
wholly to be a fool
while Spring is in the world
my blood approves,
and kisses are a far better fate
than wisdom
lady i swear by all flowers. Don't cry
--the best gesture of my brain is less than
your eyelids' flutter which says
we are for eachother: then
laugh, leaning back in my arms
for life's not a paragraph
And death i think is no parenthesis
Edward Estlin Cummings, abreviado como E. E. Cummings, (Cambridge, Massachusetts, 14 de outubro de 1894 — North Conway, Nova Hampshire, 3 de setembro de 1962) foi poeta, pintor, ensaísta e dramaturgo estadunidense. Mesmo não sendo uma representação endossada por ele, os seus editores frequentemente refletem a sua sintaxe atípica ao escrever o seu nome em caixa baixa: e.e.cummings.
Cummings é bastante conhecido pelo estilo não usual utilizado em muitos dos seus poemas, que incluem o uso não ortodoxo tanto das letras maiúsculas quanto da pontuação, com as quais, inesperadamente, sem motivo e de forma aparentemente errônea, é capaz de interromper uma frase, ou mesmo palavras individualmente. Muitos dos seus poemas possuem, também, uma distribuição não convencional, aparentando pouco ou nenhum sentido até serem lidos em voz alta.
Apesar da afinidade de Cummings por estilos avant garde e por uma tipografia não usual, muito do seu trabalho é tradicional, apresentando, por exemplo, formato de soneto. Os seus poemas com frequência têm como temas o amor e a natureza, bem como sátiras e o relacionamento do indivíduo com as massas e com o mundo.
Durante a sua vida, publicou mais de 900 poemas, duas novelas, diversos ensaios e também inúmeros desenhos, sketches e pinturas. É lembrado como uma das vozes mais importantes da literatura do século XX.
Famous Quotes...são simplesmente geniais:
"America makes prodigious mistakes, America has colossal faults, but one thing cannot be denied: America is always on the move. She may be going to Hell, of course, but at least she isn't standing still."
"It takes courage to grow up and become who you really are."
"Unbeing dead isn't being alive."
Superfluous
A kiss is a lovely trick designed by natureTo stop speech when words become superfluous.
~ by Ingrid Bergman ~
O silêncio adulterado move-se silenciosamente, claro, na sua mais perfeita discrição. Um silêncio, de timbre ventoso.
Minhas amigas, pesa-me um silêncio tenebroso. Há cura?
Minhas amigas, pesa-me um silêncio tenebroso. Há cura?
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Translúcido
Translúcido :que deixa passar a luz, mas que não permite ver de forma clara e nítida os objectos.De que objectos poderíamos estar a pensar?
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Hoje foi um dia cheio de LuZ.D. Ana da Cais, obrigada.
Dir-lhe-ei sempre um Olá e sentir o seu sorriso por detrás de um corpo cansado mas vivo de algo que muitos esqueceram.
sábado, 20 de janeiro de 2007
Espasmos inúteis
Aparição de um vazioruído
o caos
insónia

visões
uma gota em segredo
dias pálidos
benzer o dia e rezar para que acabe
fechar os olhos
Já se sentiram?
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
A luz leva de ti

As tuas três dimensões estampam-se com luz.
Mas a luz revelada mostra apenas dois lados.
Com papel e sol não se erguem texturas. Personalidades.
Não existe o equilíbrio revelador de adjectivos.
Mesmo assim, os teus retratos ganham o volume de quem és.
Mas a luz revelada mostra apenas dois lados.
Com papel e sol não se erguem texturas. Personalidades.
Não existe o equilíbrio revelador de adjectivos.
Mesmo assim, os teus retratos ganham o volume de quem és.
O lado escondido pela claridade é tão belo como os dois que a tirana revela.
Outro Capricórnio começa um novo ano...
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Solitudine (do Latim)
Cem anos de solidão. A solidão não se conta. Em ambos os sentidos. Não tem quantificação, nem humano é arrotar a palavra. A solidão é um momento cravado no tempo, eterno. Levantas-te em direcção ao céu, e não sentes nada. Deitas-te e sentes sim, a carne em gesso. É a solidão. Uma luz que se apaga. Um grito no escuro. Jamais a verás. Jamais o esquecerás. Por mais que a página do teu livro arda, arderão bem mais fogosamente as letras que outrora foram tuas e só. Tuas."Eleanor Rigby" is a song by The Beatles, originally released on the 1966 album Revolver. The song was primarily written by Paul McCartney, although in an interview conducted with Playboy magazine in 1980 shortly before he died, John Lennon claimed that, at McCartney's request, he completed the lyrics to the second and third verse.
Though "Eleanor Rigby" was not the first pop song to deal with death and loneliness, it was certainly among the first to present such a serious attitude.
Coincidentally, in the 1980s, a grave of an Eleanor Rigby was discovered in the graveyard of St. Peter's Parish Church in Woolton, Liverpool, a few feet from where McCartney and Lennon had met for the first time during a fete in 1957.Paul had frequently played there as a boy.
Mais sugestões:
As velas ardem até ao fim - Sándor MáraiUm bom homem é difícil de encontrar- Flannery O´Connor
Cemitério de pianos- José Luís Peixoto
Caríssimas aqui ficam as minhas sugestões:
-Mau tempo no canal , Vitorino Nemésio;
- Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez;
- A Ronda da Noite, Agustina Bessa- Luís;
- Morte em Veneza, Thomas Mann;
- Retrato do artista quando jovem, James Joyce e
- Crime e Castigo, Dostoievsky.
-Mau tempo no canal , Vitorino Nemésio;
- Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez;
- A Ronda da Noite, Agustina Bessa- Luís;
- Morte em Veneza, Thomas Mann;
- Retrato do artista quando jovem, James Joyce e
- Crime e Castigo, Dostoievsky.
domingo, 14 de janeiro de 2007
Os Gatos
Na idade madura,ambos sabem amar
Os gatos fortes,meigos,orgulho do lar,
Que, tal como eles, são friorentos,sedentários.
Amigos da volúpia e também da ciência,
Procuram o horror das trevas, o silêncio;
E tê-los-ia o Érebo por corcéis fúnebres
Se um dia à servidão dobrassem o orgulho.
Adoptam ao sonhar as nobres atitudes
Das esfinges deitadas nos confins do mundo,
Parecendo adormecer no seu sonho sem fim;
Há mágicas centelhas nos seus rins fecundos
E alguns farrapos de oiro, alguma areia fina,
Estrelando vagamente as místicas pupilas.
Charles Baudelaire, As Flores do Mal
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Sylvia Plath (1932-1963)
Voltei a fazê-lo.
Uma vez em cada dez anos
Lá consigo-
Uma espécie de milagre ambulante, a minha pele
Brilhante como a de um candeeiro nazi,
O meu pé direito
Um pisa papéis,
O meu rosto vulgar, fino
E de judia cepa.
Apaga-me da toalha
Oh inimigo meu.
Meto medo a alguém?
O nariz, as covas dos olhos, os dentes todos?
O hálito acre
Desaparecerá um dia.
Daqui a pouco, daqui a pouco a carne
Que a sepultura comeu ficará
À vontade comigo como se em sua casa.
Mas eu sou uma mulher optimista.
Só tenho trinta anos.
E como os gatos tenho sete vidas para viver.
Esta é a Número Três.
Que porcaria de vida
A aniquilar todos os dez anos.
Quantos milhões de filamentos.
Uma multidão a roer amendoins
Empurra-se para ver
Sôfregos a despirem-me-
Que fantástico strip tease.
Meus senhores,minhas senhoras
Estas são as minhas mãos
Os meus joelhos.
Talvez eu seja apenas pele e osso,
Contudo, sou precisamente a mesma mulher.
A primeira vez foi aos dez anos.
Foi um acidente.
Da segunda vez eu quis mesmo
Ir até ao fim e nunca mais regressar
Voltei fechada
Como uma concha.
Tiveram de me chamar e voltar a chamar
E arrancar de mim os vermes como se pérolas pegajosas.
Morrer,
È uma arte, como outra coisa qualquer.
E eu executo-a excepcionalmente bem.
Executo-a de forma a parecer-se com o inferno.
Executo-a de forma a parecer real.
Acho que se podia dizer que tenho um dom.
È bastante fácil executá-la numa cela.
È bastante fácil executá-la e ficar como se nada fosse.
È cena de teatro
Regressar em pleno dia
Ao mesmo lugar, ao mesmo rosto, ao mesmo brutal
E divertido grito:
Um milagre!
Que me põe K.O.
Há que pagar.
Para ver as minha cicatrizes,há que pagar
Para ouvir o meu coração-
È assim mesmo.
Há que pagar, e pagar bem.
Por uma palavra ou um toque
Ou uma gota de sangue
Ou por um bocado do meu cabelo ou da minha roupa
Vá lá então, então, Herr Doktor.
Então Herr inimigo.
Sou o seu opus,
Sou a sua jóia de estimação,
Um bébé todo em ouro
Que se funde como um grito.
Volto-me e ardo.
Não pense que subestimo as suas grandes preocupações.
Cinza, cinza-
Mexe e atiça.
Carne, osso, nada mais ali existe-
Um pedaço de sabonete,
Uma aliança de casamento,
A coroa em ouro de um dente.
Herr Deus, Herr Lúcifer
Tende cuidado muito cuidado.
Renasço das cinzas
Com o meu cabelo fulvo
E devoro homens como faço ao ar.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Murnau na Cinemateca
F.W. Murnau: O Terror e o Sagrado
"Passeio na Noite"- dia 9 (19hoo)
"O Castelo Vogeloed"- dia 12 (21h30)
"Fantasma"-dias 15 e 16 (21h30, 22hoo)
"As finanças do Grão-Duque"- dia 18 (22h00)
" O último dos Homens"-dia 19 (21h30)
"Fausto"- dias 23 e 25 (21h30, 19h30)
"Tartufo"- dia 24 (19h30)
"Aurora"- dias 26 e 26 (21h30,19h30)
"City Girl"- dia 30 (19h00)
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Casa Branca,30 de Dezembro de 2006
Sr. Laranjo:"...escorre-se o suor pelos cantos".Esta frase beijou-me, despedindo-se com o fim de meses,semanas,dias, minutos que se tornaram um fio longuiquo.
Ao terceiro dia,conforme as escrituras dos nossos dias.
O terceiro dia de Janeiro
Conheço-a
Tem um sorriso rasgado
Romântica
Espirituosa
Fé
Ao terceiro dia deste Janeiro com a noite a entrar
Espontânea
Vontade
O coração arranca-se para ficar junto dos seu labios
Ao terceiro dia deste Janeiro vou ouvir a tua voz e desejar-te...
Mais um ano... de vida

Um ano a mais.
Doze desejos se acrescentam. As coisas que queremos fazer, mais tantas que queremos que façam por nós.
Pintas as unhas. Puxas o lustro das aparências. Arrumas cores e tiras a côr. Substituis. Uma, duas, três vezes... tantas quanto forem necessárias. Queres que tudo à tua volta seja lindo.
A transparência revela-se em muitos tons. Quase ninguém os vê. Só tu, que passas o verniz, embelezas o teu mundo, em dez dedos. Dia após dia. E todos vêm as cores. A tua transparência será descoberta quando a tua vontade de mostrar encontrar uma vontade de ver.
Parabéns ; )





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