terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O fim não existe

Estive para escolher uma canção. Revirei discos, enquanto reunia o resto das canções escolhidas pelo resto das meninas. A nostalgia tocou-me com a escolha da Carina. Não ouvia Mazzy Star há tanto tempo. A paz. Passei a noite cheia de músicas e voltava sempre a ouvir a canção dela. As saudades apanham-me sempre o fraquinho.

Os entretantos mudam o destino.

Entretanto, não coloquei as músicas.
Entretanto, não tinha separado nada meu para tocar.

A minha escolha da canção para este mês custava-me. Parecia tudo sem intenção.
Ouvia. Nada. Ouvia. Nada. Mas gostava de tudo o que ouvia. Então, ouvia ainda mais.
A noite em que estive sozinha com as canções passou.

Os entretantos mudam o destino.

Entretanto, telefonaram.
Na mesma note, tinha cedido um pilar (esta é a melhor comparação que conheço).

“Olha... o meu Avô morreu.”
Os Lábios. Nunca Os tinha visto tremer. Nunca tinha visto Os Olhos com lágrimas.

Uma derrocada.
Eu também estou por terra.

Este mês, quero ouvir Johnny Cash.
Este autor, porque falo de alguém que não viveu em vão. É eterno.
Esta música, porque o som daquele dia era o mesmo.
Quando virem uma roda deTomar, estão a olhar para a essência do Sr. Manuel. O brilho dos seus olhos acendia-se diante do engenho humano.