
Estive aqui.
Ouvi as mesmas histórias, no Beato, sobre o Beato, sobre o regresso à doca... no tempo em que me parecia que ele fazia as melhores coisas. Era-me óbvio que ele era o melhor em tudo. Tinha sempre (uma) razão. Dávamos passos de costas.
O seu primeiro emprego na Calçada do Grilo - contava-me como um guia - os mergulhos inconsequentes no tejo, as fugas à escola. O pai, a mãe, desvelados aos poucos, com vagar. Foi-me dando a conhecer de quem era.
Depois, a minha foto. No mesmo lugar.
Dificilmente me ria, mesmo aos cinco anos... não percebia como é o senhor achava que aqueles pedaços de pano metidos nas mãos me poderiam alegrar, assim, imediatamente. Com tempo e paciência, soltei a gargalhada que ficou impressa no primeiro trabalho de escola que fiz, a 19 de Março de 1982.
Leio bocados da história que me contaram.